segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sobre os Boiadeiros

Sobre os Boiadeiros
Em nossa última passagem pela Terra fomos filhos da terra, aqueles que dela viveram, dela extraímos a raiz de cada dia, o alimento da família e a esperança.
Montado no lombo de um cavalo ou boi pastávamos não os animais, mas ao som do berrante era possível berrar ao Pai Criador que olhasse por nós.
Eu fui peão, cuidei de muitas fazendas e deixei muitos fazendeiros ricos, estranhamente não respingava no meu bolso a pataca que no deles enchia. Tampouco me queixava disso, afinal, não saberia viver com luxo, gostava mesmo da rede amarrada no batente da simples varanda, ali eu podia descansar meus ossos.
Pra que se tenha mais entendimento, nós somos os verdadeiros sertanejos, aqueles que vivem na ferida do Brasil, é uma chaga que não se fecha e com o andar da carruagem periga que esta chaga tome o corpo todo desta terra varonil.
Não vou ficar a falar de minha pessoa e nem desta realidade brasileira, vou logo palestrar sobre nós como amigos trabalhadores do mundo invisível.
Parece que a linha dos boiadeiros é nova, mas não é não. Já manifestávamos em terreiros, tendas e barracões de muitas variantes do culto afro. No Catimbó é mais notável nossa presença.
Quando começou o movimento Umbanda no Astral é que nos organizamos e aguardamos a oportunidade de aparição dos terreiros deste culto. Assim foi ocorrendo de forma regional até que nos alastramos por todos terreiros de Umbanda.
Mas engana-se aquele que hoje pensa que esta linha de trabalho é composta por homens e mulheres da terra. Nem todos, aqui tem uma mistura grande.
Também tem o machista que prega não existir mulher na linha boiadeiros, então o que faríamos com as amazonas? Ou tantas "Marias Bonitas" que guerrilharam por uma vida melhor???
Outro tanto de companheiros nesta linha são Ex-Exus, ou seja, espíritos que atuaram no Grau Exu, lá nas esferas mais baixas e que após receber a graça de se graduar na luz tem que passar por uma linha transitória. Eis a chave do nosso "mistério". Boiadeiro enquanto Grau é um Grau de transição para espíritos que aguardam seu alocamento mais definitivo.
Neste período vamos trabalhando na Lei, colocando ordem na fronteira do meio fio entre luz e trevas, já esta tênue linha existe dentro de cada um de nós, logo a oportunidade de trabalhar a ordem na fronteira, nos nossos semelhantes encarnados e desencarnados é a forma que o Criador achou para que nós pudéssemos fortalecer a ordem dentro de nós mesmo.
Com nosso laço, visto pelos clarividentes, este serve para buscar os zombeteiros e perturbadores. Nossa corda é infinitamente "elástica" e de onde estivermos se localizarmos um ponto negativo e um perturbador, dali lançamos o laço e no laço quebramos o mal.
Somos comumente chamados nos terreiros para limpeza pesada, pois somos mesmo aquele que retira a carga pesada, quando batemos nosso pé e gritamos nosso boi, não sobra mal algum em nosso redor.
Por fim nosso arquétipo é o sertanejo, o brasileiro do sertão, quer seja o guerrilheiro lampião ou o tocador de gado. No entanto nem todos foram assim.Vou tocando meu gado por aqui e desejo que o Criador lhe ilumine!


Getuá Boiadeiros!


Assentamento para Boiadeiros

Assentamento para Boiadeiros


Quem não sentiu o chão tremer e o corpo bambear ao presenciar a manifestação de um Boiadeiro no terreiro, girando o braço como que a laçar um boi e gritando: - Êi boi! ???
A oportunidade de convivência com a diversidade cultural brasileira que a Umbanda fornece é algo incrível que só vivenciando para poder compreender. Podemos viajar o Brasil todo em apenas uma gira.
Obrigado aos valentes Boiadeiros do Além que nos ampara e nos guia.

“ Estamos a serviço do Criador para tocar seu gado divino, cada filho seu, seu rebanho e cabe a nós laçar aqueles que se perderam ou afundaram em algum brejo da evolução e uma vez laçado vamos recolocar na trilha reta do caminhar. Mais um adeus e lá vamos nós a laçar o boi de meu Deus!”

Assentamento:

01 Pedaço de corda sisal 77cm;
01 pedaço de fita cetim fina 33 cm na cor amarelo, preto e branco;
01 vela 7 dias bicolor amarelo/preto;
01 cigarro de palha;
01 cálice de cachaça.
Faça um laço sem nó com a corda, onde as pontas se encontram amarre as fitas e dê sete nós.
Acenda a vela, cigarro de palha e coloque o cálice tudo dentro do laço.
Toda semana acenda ao menos uma vela palito bicolor amarelo/preto. Na ocasião troque o líquido. Sempre que fizer esta firmeza semanal, pegue o cigarro e dê três baforadas, concentrado nos pedidos e orações.

Oração de assentamento:

“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Divinos Orixás, neste momento vos evoco e peço que imante este assentamento, consagre e o torne um portal por onde os Boiadeiros do astral possam se manifestar, servindo de minha proteção e chave de acesso aos sertanejos de acordo com o meu merecimento. Peço que a força dos peões esteja presente e receba minhas vibrações.”
Ps.: Este é um assentamento universal para a linha de Boiadeiros, que pode ser consagrado a um Boiadeiro específico ou deixar aberta de forma universal.
Faça isto com fé e amor, terá ótimos resultados.

Getuá meu Pai!

Historia dos Boiadeiros

Historia dos Boiadeiros

A força econômica do Brasil Colônia residiu em muito nos engenhos produtores de álcool e de açúcar, utilizando a força animal; do boi por excelência, equivalente nos dias de hoje ao indispensável motor elétrico.
Para cuidar das boiadas e de outros animais do pasto, nasceu dessa atividade um tipo caracteristico conhecido pelo nome de Carreiro ou Boiadeiros.
O Boiadeiro é antes de tudo um homem forte, másculo, jovial, ingênuo, respeitador, valente, namorador, sincero, companheiro, resistente, trabalhador e muito festeiro. Suas propriedades se restringem ao cavalo de sua predileção, a sua rede tarimba de capim seco, um céu cheio de estrelas e uma viola dependurada na parede da taipa, testemunha plangente dos ardores e dos cantares.
Freguês acatado dos alambiques de todas as religiões, sua “prova” é disputada e, de acordo com seu gosto, garante a fama da cachaça local;.
Sua exclamação “arre égua” complementada pelo “esta é boa!”, é selo de qualidade, daí passa para a mistura de mel e gotas de limão e, lambendo os beiços, esperto se despede:
“Adeus, meu camarada, até de repente, até outro dia, até outra hora...”

É contumaz tocador de viola, compulsivo dançador, cantador, súbito nos repentes, sem contar com chistes e provocações certeiras, maliciosas, mas sem dano maior à responsabilidade de quem quer que seja. Sua prenda maior, além da “menina do sobrado”, é ser amigo de todos, bornal sempre aberto a qualquer camarada que precise da rapadura, do jabá, da farinha e do imprescindível cigarro de palha.
Não se ilude com a posse das boiadas, das fazendas e estâncias do patrãozinho terreno. Sabe perfeitamente que dono definitivo é Zambi, Vaqueiro-mór, proprietário de tudo que existe na terra e no céu.
Desencarnado, aprendeu com a religião de Umbanda muitas coisas...
Hoje, num passe miraculoso, sai da campina astral e manifesta-se nos milhares de Terreiros, levando para todos energia e orgulho pátrio. Mas também vê com tristeza que os “bóias-frias”, os “sem terra” explorados, espoliados, são parte de sua família, são manadas de almas à mercê dos latifúndios, multinacionais impiedosos, na gana de imperializar os bens produtivos de terra, bem comum de todos os brasileiros.
Dando folga ao berrante, toca com os companheiros alados seu dizer de trovador sertanejo:

“Eu vou ralando o coco / ralando até aqui... / Eu vou ralando o coco, morena / o coco de ouricuri...”

Logo recebe resposta, quem mandou provocar...

”Um boi preto, um boi pintado, / cada um tem sua cor,/ cada coração um jeito / de mostrar o seu amor.”

Eh-êe-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê, boi !... Tchou ! Tchou ! Tchou!... Eh-êe-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê, boi !...

Relação Médium-Guia

A incorporação do Boiadeiro, quase sempre em homens, confere uma virilidade inusitada ao “aparelho” emprestando arrogância, valentia e muita alegria, alegria descompromissada com os interesses atuais. Seu andar gingado parece estar sempre à frente de um boi bravo. Brincalhão, gosta de improvisar trovas e dar música a algumas delas. Nunca se furta a dançar o samba de roda – sambangola – onde se mostra exímio dançarino que, além de agilizar a dança com parceiros físicos, se supera em trejeitos com parceiros astrais, tudo ao mesmo tempo!
Gosta comedidamente das coisas certas: beber, fumar, namorar, trabalhar, descansar na rede ou na tarimba, cantar, improvisar repentes; acha que tudo pode ser feito, desde que a ninguém prejudique.
É amigo leal de quem o recepciona e mantém com ele laços afetivos.

Força da natureza: apreciam a natureza campestre, cavalos, bois e aves. Despreocupados, confiam no Boiadeiro Maior – Zambi.

Expressão: másculo, jovial, valente, ingênuo, sincero, companheiro, alegre, festeiro, namorador, respeitador, trabalhador.

Getuá Meu amigo Boiadeiro!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

BANHOS DE LUZES



Banho de Luz Violeta

Dificuldades, incompreensão, medo, desarmonia, falta de bens materiais e de saúde, complicações kármicas, todas essas dificuldades, podem ser transmutadas (modificadas) com a Luz Violeta da Transmutação.
Experimente o seguinte banho:
1. Entramos na água com firmeza de propósito e certeza de que ao sair dela nossos sentimentos estarão totalmente modificados para uma vida mais plena de Harmonia e Liberdade Interior;
2. Sentimos a água molhar e penetrar lentamente o nosso corpo;
3. A água retirará problemas e dificuldades que estão nos desarmonizando (desarmonias familiares, financeiras, de saúde, afetivas, de trabalho, de origem kármica, mediúnicas, etc...);
4. O coração deve lenta e firmemente ficar mais leve e tranqüilo;
5. O batimento cardíaco mais lento e suave;
6. A cor violeta se concentra no coração e dele irradia para todo o corpo, ondas de Harmonia e Liberdade;
7. Os problemas serão queimados e transmutados em Luz e Liberdade;
8. Ao sair da água estaremos mais leves e os pensamentos firmes, com soluções já prontas mentalmente;
9. A clareza das idéias e possibilidades de realizá-las, estarão claras e nós harmonizados com as novas perspectivas de vida.
Banho de luz verde

Esta cor deve ser utilizada quando estivermos com problemas físicos (sempre depois de ter consultado um médico e desde que não lhe tenha proibido o banho de imersão).
1. Entramos na água, relaxando o máximo possível;
2. Deixamos a Luz penetrar nos poros e depois de alguma tempo, fazemos com que ela se concentre no órgão ou parte do corpo onde se localiza o problema ou a dor;
3. Essa Luz Verde, deve penetrar de forma bem forte em cada célula do local da dor ou do órgão com problema, refazendo as células doentes e substituindo por outras saudáveis;
4. Se o problema for na cabeça, não há necessidade de mergulhá-la, utilizamos somente o processo mental. Imaginamos a cabeça sendo mergulhada na água e sendo beneficiada.
Banho Rosa

Trago-vos um outro banho... este de Amor!
Um banho de imersão usando a luz rosa.
1. A Luz Rosa é Puro Amor Incondicional;
2. Ela deve ser utilizada, quando estivermos passando por momentos de crise e desencontro com outras pessoas. Esse atrito, só traz desarmonia física e psíquica;
3. Mergulhemos na Água-Luz Rosa e deixemos que ela penetre em nossa alma, deixando o coração absorver profundamente todos os benefícios energéticos dela;
4. Permanecemos imersos na água até sentir uma enorme Paz e Amor invadirem todo nosso Ser;
5. Mergulhamos mentalmente nosso desafeto também, até sentir que toda a hostilidade dele foi substituída por um sorriso agradável e amoroso;
6. A Harmonia deverá se fazer, independente dele querer ou não, pois estaremos longe de seu campo de energia negativa. Mesmo querendo ele não poderá nos alcançar mais;
7. Mantemos essa sensação agradável o máximo de tempo possível.

Banho de Luz Dourada

No seguimento do artigo "Banho Azul", deixo-vos aqui outro exercício para um banho revigorante.
- A água deve estar numa temperatura agradável, nem fria nem muito quente;
- Se quisermos, poderemos colocar sais de banho coloridos (de uma das cores da tabela, específicos para o momento) para manter a cor necessária em nossa mente com mais facilidade;
- Entramos na água lentamente, deixando que ela vá molhando nosso corpo aos poucos;- Esticamos o corpo e relaxamos;
- Fechamos suavemente os olhos e imaginamos a água penetrando em nossos poros.
Usando a Luz Dourada
1. Mergulhamos numa banheira de puro ouro líquido. Nossa imaginação não deverá ter dificuldade para isso;
2. Imaginamos esse ouro líquido penetrando em cada poro e aos poucos se concentrando no alto da cabeça, fazendo com que a energia dourada, transforme os pensamentos negativos, depressivos e derrotistas em objetivos lúcidos;
3. O poder de concentração, raciocínio, inteligência e facilidade para resolver problemas financeiros, ficarão muito mais ágeis e objetivos.
Banho Azul

Os poderes da água são incontestáveis. Ela como geradora da vida, nos beneficia em todos os sentidos e momentos, devendo ser usada, como cachoeira que lava as energias negativas, repondo as positivas.
- A água deve estar numa temperatura agradável, nem fria nem muito quente;
- Se quisermos, poderemos colocar sais de banho coloridos para manter a cor necessária em nossa mente com mais facilidade;
- Entramos na água lentamente, deixando que ela vá molhando nosso corpo aos poucos;- Esticamos o corpo e relaxamos;
- Fechamos suavemente os olhos e imaginamos a água penetrando em nossos poros.
Usando a Luz Azul
1. Imaginamos a água de um azul celeste (calmante) e deixamos que ela vá penetrando em todo o corpo pelos poros e aos poucos vá se concentrando na altura do coração, transmitindo uma sensação de confiança e felicidade;
2. Pensamos em cada um dos nossos medos e preocupações;
3. Sentimos a Luz Azul limpando esses sentimentos do coração, nos dando mais confiança e fé no poder que ela possui de eliminar o negativo;
4. Aos poucos esses sentimentos vão sendo substituídos por outros de mais Poder e Fé na Justiça Divina;
5. Esse poder de Fé e Confiança que a Luz Azul, proporciona é único e maravilhoso.
Podemos utilizar quantas vezes forem necessárias.

A Pemba

INTRODUÇÃO
Com a pemba tudo se pode fazer em Umbanda, bem como, em todos os Rituais Africanistas e, no entanto, é o objeto sagrado mais profanado.
Tenho observado, que qualquer pessoa usa sem saber, e sem o preparo devido, para o que está fazendo.
Mas isso, não é o pior ! Há Entidades Espirituais que a empregam sem o conhecimento de causa, o que se pode verificar com facilidade.
Quando incorporam em um médium, solicitam a pemba e saem riscando por aí a fora . Estas Entidades são iguais aos Umbandistas inexperientes, que tudo quer resolver, sem nada saber .
"Conceda a pemba às Entidades, com parcimônia, observando o que estão fazendo".
Na maioria das vezes, não estão fazendo nada mesmo e são como crianças que imitam os adultos. E, outras vezes, são iguais aquelas pessoas que sabem escrever em línguas estrangeiras que não conhecemos, e se divertem a escrever barbaridades, pois estão conscientes de que não entendemos o que estão fazendo . E, assim, temos vários Terreiros de Umbandas, com falsas Entidades . Por isso, quando entregar a pemba para as Entidades desconhecidas, ou para a que não tenha confiança, use outra pemba e vá desmanchando aquilo que a Entidade, de má fé, está atraindo para o ambiente de seu trabalho . O uso da pemba é abusivo e, na quase totalidade dos Terreiros de Umbanda.
Mais uma vez; venho agradecer, ao saudoso e amigo "Mestre Prof. José Coelho", aos conhecimentos obtidos; extensivo, ao Instituto de Pesquisas e Práticas Espiritualistas - Pelotas - RS. - Casa, que, realmente se faz um verdadeiro Sacerdote de Umbanda . Digo: Apenas foi um militante e, estudante da Doutrina da Umbanda, há que é praticada em Pelotas-RS.
Nota: Lembre-se, que só pode usar a "pemba", quem têm àse (axé) e, conhecimento para usa-lá. Vigie: A "pemba" é uma espada de dois gumes, - tanto pode cortar para " o Bem" como para o "Mal". O Senhor é livre, pois têm o livre arbítrio!!! A força que recebeu no àse (axé) é sua . Faça, conscientemente, o uso que melhor lhe aprouver!!!
"Não semeie ventos para não colher tempestade".
"Que a força de Tupã, esteja contigo, Irmão !!!"
Os donos da pemba
A pemba têm como Orixá Regente o Okê - Senhor dos montes -, e como Orixá Coadjuvante a Oxum - Senhora do rio e do lago.
A Entidade Egum protetora, denomina-se "Mepemba", a própria lenda nos dá esse conhecimento.
Nota:

a) Toda lenda encerra uma verdade esotérica;
b) Habitue-se a ler, não com olhos da carne, e sim, com os do espírito e, descobrirá verdades profundas, que são veladas ao profano;
c) Procure por si, desvendar os Olhos de Ísis.

PREPARO DA PEMBA PARA O TRABALHO

Quando se toma uma pemba nova, o primeiro cuidado é saber prepara-la. A pemba pode ser de uso individual ou coletivo, no seu preparo, leve em consideração a finalidade a ser empregada. Sendo para o uso individual o preparo de "imantação- fluídico-magnético" é feito sobre o "Ponto Individual" do o perante . Quando se trata de pemba para o uso coletivo, a "Imantação" é feita sobre o "símbolo da falange protetora da Sociedade (Terreira)". A sua preparação consiste:

1a) Saúda Okê; Oxum: Mepemba e dono da cor da pemba;
2a) Trace com outra pemba, já preparada, o símbolo individual ou da falange, conforme o caso, saudando-o;
3a) Desfluidifique-a com as mãos e procure retirar os fluidos estanhos, caso exista;
4a) a) Tome-a com as duas mãos, segurando com as pontas dos dedos polegar e indicador, as suas extremidades ;
b) Eleve-a e, com a força da mente, atrair do alto, fluídos puros para a pemba em preparo;
c) Traga-a até ao centro fluídico do símbolo traçado, sem deposita-la sobre o símbolo;
d) Respire fundo, enchendo os pulmões de ar (prana), curve-se e, com os olhos, emita fluídos magnéticos em direção a pemba, que simultaneamente, é girada nas pontas dos dedos, para ser imantada em toda a sua superfície e depois fluidifique as suas pontas e, só aí, suspenda a respiração corrigindo-a com duas aspirações profundas;
e) Sempre com a pemba segura entre os dedos das duas mãos, trace o ponto no ar, sem tocar, imantando a pemba no ponto traçado. Chame mentalmente pelo dono ou donos (falange) dos pontos;
f) Caso a pemba não seja para uso imediato, guarde-a em volta de algodão, em lugar fechado e longe dos olhos de estranhos;
g) Saúda o dono ou donos do ponto (falange) novamente, ao seu Pai de Cabeça e, a pemba está preparada para o fim que se deseja;
h) Quando se tratar de trabalho especial, a pemba é preparada sobre o símbolo adequado e, por vezes, com a cor conveniente. A sua preparação é idêntica às demais, levando-se em conta as saudações correspondentes.

Nota: A pemba preta é preparada sobre os símbolos de "Omulú e Exu". Prepare-a duas vezes. Não a use. Prepare e prefira a cor cinza, ou junto com a pemba branca, nos trabalhos mágicos de destruição (trabalhos de demanda).
COMO UTILIZAR A PEMBA

Quando se vai trabalhar com pemba é necessário saber usa-la e, por isso, necessário se torna ter os seguintes cuidados:

a) Desfluidificação da pemba - retire com carinho e respeito a pemba de sua proteção em algodão e a coloque entre as mãos. Saúda Mepemba, pedido licença : Ago ! Ago ! êi ! Mepemba! Depois a desfluidifique (por ação magnética), rolando-a entre as palmas das mãos. Role-as várias vezes. Com esta operação, procure retirar os fluídos estranhos que por ventura nele houver: "TIRE DA PEMBA PARA AS MÃOS".
b) Fluidificação das mãos: Saúda Okê e Oxum, pedindo proteção e licença para o trabalho que se vai realizar:
Ago! Ago ei ! Okê Ago! Ago ei! Oxum

Continue a rolar a pemba nas palmas das mãos, mas agora é de fluidificação das mãos, por fricção magnética da pemba contra as mãos, com proteção de Okê e Oxum:
"TIRE DA PEMBA PARA AS MÃOS, MAIS IRRADIAÇÕES DE OKÊ E OXUM".

c) Fluidificação da pemba: Saúda a sua irradiação principal ( Pai de Cabeça). Continue rolando a pemba entre as mãos e a fluidifique com seu próprio magnetismo, por fricção das mãos contra a pemba e a irradiação de seu Pai de Cabeça:
"TIRE DAS MÃOS PARA A PEMBA, MAIS IRRADIAÇÃO DE SEU DONO DE CABEÇA".
Saúde Oxalá se a pemba for branca, ou ao Orixá que corresponda a cor da pemba que está preparando. Daí em diante, a pemba está pronta para ser utilizada. Lembre-se que toda a vez que a abandone, durante o trabalho, deve protege-la com algodão e , quando vai utiliza-la novamente, deverá rola-la entre as mãos rapidamente. Não há mais necessidade de saudações. Isto será feito em outro trabalho, em outro dia.

d) Encerramento:
Terminado o trabalho, faça saudação à Okê, Oxum, Mepemba e ao Orixá que corresponda a pemba, em relação a cor e, agradeça suas proteções. Guarde a pemba, com cuidado, em volta de algodão, para resguarda-la de fluidos estranhos a sua natureza.
Nota: As saudações e licenças às Entidades Donas da pemba e ao Dono de Cabeça, preferencialmente, devem ser feitas "MENTALMENTE". Cuidado com os profanos!!! Cuidado com os imitadores!!!
CRUZAMENTO COM A PEMBA

Entende-se por cruzamento, fazer cruzes, no caso, com pemba. A cruz pode ser simples, a de 4 braços iguais, ou a de 8 braços ( cruz de Umbanda) , que é a preferível, não só pelo seu significado, mas ainda, por seu maior contato com o "Ente" que está cruzado ( maior exposição de superfície).
1a) No corpo humano:

a) Tome a pemba, depois de observar as regras "como utilizar a pemba"e, fluidifique por fricção as partes do corpo que deseja cruzar. Esta fluidificação deve ser feita em Cruz de Umbanda com a pemba . Saúde o seu Dono de Cabeça e invoque o Dono de Cabeça do Paciente e, solicitando permissão para o trabalho,comece o cruzamento na seguinte ordem:
1) Articulação do pulso direito;
2) Articulação do tornozelo esquerdo;
3) Articulação do pulso esquerdo;
4) Articulação do tornozelo direito;
5) Articulação do cotovelo direito;
6) Articulação do joelho esquerdo;
7) Articulação do cotovelo esquerdo;
8) Articulação do joelho direito;
9) Articulação do ombro direito;
10) Articulação da parte superior da perna esquerda;
11) Articulação do ombro esquerdo;
12) Articulação da parte superior da perna direita ;
13) Nuca ;
14) Peito ;
15) Testa ( chakra frontal);
16) Cóccix ( chakra básico) ;
17) Pescoço ( chakra laríngeo) ;
18) Estômago ( chakra umbilical) ;
19) Baço ( chakra esplênico) ;
20) Coração (chakra cardíaco) ;
21) NÃO. Parte superior da cabeça ( chakra coronário) .

Nota:
a) Estes são os 21 pontos sagrados de contato, cruzamento com a pemba . O ponto 21 ( chakra coronário) só pode ser usado pelo Bàbálòrìsàs ou Yálòrìsàs, ou seja, por instrutor espiritual capacitado, ou como comumente se chama de Africanismo, o Feitor da pessoa - o Preparador-, embora a maioria das vezes seja ignorante em assuntos esotéricos e espirituais, mas tem a força e prática que o capacitam para tal operação;
b) Neste cruzamento deve ser usada somente "pemba branca";
c) Pode-se usar pemba de cores para os contatos físicos básicos dos chakras, mas é necessário saber a cor da pemba correspondente a cada chakra, o que dificulta o trabalho, e não apresenta grandes vantagens. Lembre-se de que "o branco é o conjunto de todas as cores";
d) Não faça uso das pembas de cores, enquanto não lhe for dada a permissão para usa-las. Mais tarde pelo Instrutor Espiritual, ser-lhe-á dada está permissão.

Amparadores

Os amparadores trabalham principalmente com a verdade de cada um, com as passagens e escolhas, com o sentimento de unificação com o Criador.
Assim são os amparadores, onde existe uma dor que venha da alma, e um apelo sincero, lá eles estarão. A dor universal vem da falta de compreensão entre os homens, ela vem da falta de amor ao próximo, ela vem do descaso das autoridades que não compreenderam ainda sua grande missão.
Na verdade quando falamos de saúde, não é só a saúde física mais principalmente a saúde espiritual, o desconforto da separação, da morte ou nascimento.
Os amparadores (enfermeiros do astral) são aqueles que trazem com a autorização de Mãe Maria, um calmante a alma que sofre, que ainda não entende o significado da encarnação e da reparação, eles estão sempre presentes nas grandes catástrofes, pois é quando o sentimento fica dividido entre o crer e o aceitar.
Esses enfermeiros não podem curar o que está são, eles só podem ministrar o conforto das bênçãos de Mãe Maria, que a todos ama incondicionalmente.
Eles podem tentar trazer o entendimento dos acontecimentos, e a aceitação. Não deve existir uma punição eterna, tampouco a falta de responsabilidade pelo arbítrio praticado, eles irão sempre ajudar na compreensão e aprendizado sempre pelo amor, pela vontade de mudanças, pois sua energia é de movimento contínuo, pois é uma energia de evolução.
Seus trabalhos podem ser confundidos com os dos socorristas, grandes amigos do astral, que fazem o trabalho de socorrer aqueles que já estão prontos para o socorro e para a escolha.
O trabalho dos amparadores é exatamente o contrário, são para aquelas almas que sofrem a incompreensão de suas verdades, que sofrem pela não aceitação de suas verdades. A energização realizada é para que eles libertos dos pesados sentimentos de forças inferiores possam praticar o arbítrio de suas escolhas, sem nenhuma interferência.
Eles não irão tirar alguém que sofre de seu sofrimento, mas estimulá-los a mudança, mas irá auxiliá-lo para que as energias sejam separadas para que a escolha seja somente da alma que está necessitando desse auxilio.
Almas encarnadas ou não, todos temos essa força a nosso favor, bastando somente à vontade de querer essa ajuda.
Eles amparam mas não carregam, eles ensinam mas não obrigam.
Que as bênçãos estejam sempre presentes em nosso dia.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Caboclo Boiadeiro

Os Cablocos Boiadeiros chegam nos terreiros de Umbanda e de
Candomblé, vem com o pé calçado e outro no chão, com seu chapéu de
couro e seu chicote do lado, eles trazem alegria dando seu lindo
brado.
O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de
carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu
berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas
por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo
reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia
intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino
mímico, lidando bravamente com os bois.
Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo
cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, seu prato
preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de
corda ou feijão cavalo. Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arruma seu
cavalo e leva seu gado para o pasto, somente volta com o cair da
tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas toca
seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada,
que fica na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não
permitem a mistura de empregados com a patroa, foi este um dos
grandes motivos de morte dos tocadores de gado.
Devemos levar nas obrigações de Boiadeiro um pedaço de pano vermelho,
para representar o lenço do pescoço, um pedaço de corda virgem.
Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo e é
sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.
Dentre muitos Boiadeiros, citamos: Boiadeiro na Jurema, Lajedo,
Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Navizala, Boiadeiro de
Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá,
Zé Mineiro e Boiadeiro do Chapadão, etc ...
Sua saudação: "Xetro Marrumbaxêtro", "Minakêto Navizála"